SBGG-SP

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História

A Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG) foi fundada na década de 60, na cidade do Rio de Janeiro. Vários são os méritos dos fundadores que devem ser sempre lembrados: (1) visão antecipada sobre o processo de envelhecimento populacional mundial, (2) filiação da SBGG à Associação Médica Brasileira (AMB), criando condições do reconhecimento da especialidade pela comunidade médico científica nacional, (3) desenvolvimento da prova de título de especialista (SBGG e AMB) e (4) estímulo à criação de disciplinas e programas de Residência Médica em Geriatria e Gerontologia.

Após aproximadamente uma década de sua criação nacional, ocorreu reunião no Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo (IAMSPE) que resultou na fundação da Seção do Estado de São Paulo da SBGG. Merece lembrança que entre os sócios fundadores encontrava-se o Dr. Ney Perracini, do Serviço de Geriatria do IAMSPE, e que esse Hospital criou o primeiro Serviço e a primeira Residência Médica de Geriatria e Gerontologia na cidade de São Paulo. O presidente inicial da SBGG-SP foi o já falecido Dr. Moysés Barmack, relacionado ao Lar Golda Meir.

Anúncio da criação da SBGG-SP em jornal:

 
Ata de criação manuscrita:

 
Ata de criação datilografada:

 

Evolução

Tanto nacional como localmente, houve discreta evolução da SBGG durante a década de 70. Destaca-se a formação e estruturação da Disciplina de Geriatria da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, dirigida pelo Prof. Dr. Yokio Moriguchi e a fundação do Setor de Geriatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFMUSP) em 1978, originariamente coordenado pelo Prof. Dr. Eurico Thomaz de Carvalho Filho. Deve-se lembrar que, naquele período, Geriatria e Gerontologia eram mal vistas pelas comunidades acadêmicas, consideradas próximas ao charlatanismo e/ou ao comércio de ilusões sobre rejuvenescimento e institucionalizações, o que foi abalado pelo desenvolvimento de setores de assistência e pesquisa nessas conceituadas universidades.

Ocorre então, no estado de São Paulo, a criação de Setores de Geriatria e Gerontologia em outros locais (Universidade Federal de São Paulo, Santa Casa de São Paulo, Hospital do Servidor Público Municipal de São Paulo) e o início da formação de mais recursos humanos na área (residências médicas e similares). Isto colaborou na origem de Serviços em diferentes cidades, como Santos, Ribeirão Preto, Marília, Botucatu e Sorocaba. Lembrança ainda do grupo de Campinas, sob a chefia do Dr. Edison Rossi, responsável pela mais antiga jornada da especialidade no estado de São Paulo (Jornada Médico Social da 3ª Idade de Campinas).

Surge então o fenômeno da presidência da SBGG-SP pelo Prof. Dr. Wilson Jacob Filho. Apoiado por uma diretoria composta por jovens e inexperientes membros, responsável por uma Seção Estadual promissora mas sem suporte financeiro, tomou várias decisões importantes que removeram os preconceitos anteriores sobre a competência técnica e científica da Geriatria e Gerontologia. O ponto principal foi a criação da Jornada Paulista de Geriatria e Gerontologia, hoje Congresso Paulista de Geriatria e Gerontologia (GERP) e a definição de calendário sobre cursos e eventos em todo o estado de São Paulo. Esse período definiu ainda fatos curiosos, como o acordo tácito de que o Presidente em exercício não pleiteia sua reeleição e o de organizar eventos com uma mistura de elementos experientes e mais jovens, ambas as situações visando promover o desenvolvimento de novas lideranças.

Presente e futuro

Observa-se que há um progressivo interesse na área, com profissionais e locais sem tradições significativas em Geriatria e Gerontologia paulatinamente produzindo trabalhos impressos ou dando destaque à terceira idade em seus eventos e em suas especialidades. Embora ainda assimétricas quanto ao número de pessoas capacitadas à assistência ao idoso, a Geriatria e Gerontologia vêm se espalhando pelo território brasileiro. Segmentos de trabalho, ensino e pesquisa são promissores e estão crescendo rapidamente. Idosos brasileiros vão aumentar em número, irão viver mais tempo, poderão se tornar mais dependentes e serão da responsabilidade de toda a nossa nação. Esse é o nosso desafio, presente e futuro.

Prof. Dr. Milton Luiz Gorzoni: Professor Adjunto do Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo
- Coordenador do Setor Médico do Hospital Geriátrico e de Convalescentes Dom Pedro II da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo
- Ex-Presidente da Seção São Paulo da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia.