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Vacinas para idosos

vacinaHá 20 anos, teve início a primeira campanha de vacinação para idosos no país. A imunização oferecida foi para gripe e aconteceu na Unifesp Universidade Federal de São Paulo). Na ocasião, foram vacinados 500 idosos. O geriatra João Toniolo Neto foi um dos idealizadores do evento e um dos pioneiros na conscientização da importância de vacinação para idosos. “Até 1996, praticamente inexistia uma vacinação específica para as pessoas na terceira idade. Foi só a partir dessa data e com os sinais de aumento da expectativa de vida que a medicina começou a trabalhar esse conceito”, explica.
Graças a esse pontapé, em 1997 foi aprovada uma lei municipal, a nº 12.326/97, que lançou a 1ª Campanha Municipal de Vacinação para idosos, oferecendo, gratuitamente, na cidade de São Paulo, a imunização para gripe, pneumocócica e antitetânica. No ano seguinte, uma lei estadual ampliou a vacinação para todo o estado de São Paulo.
“Primeiro, começamos com as doenças que causam mais riscos: gripe e pneumonia, porque muitos idosos morrem de complicações por conta dessas doenças”, explica o geriatra. A terceira, antitetânica, foi incluída por conta da necessidade de proteger idosos ao desenvolverem atividades manuais. Como ela protege por cerca de 15 anos, é muito provável que, ao chegar na terceira idade, a pessoa já não tem mais a proteção da vacina que tomou quando jovem.
“Depois que se firmou o conceito de que o idoso precisa tomar vacina, a adesão passou a ser grande. Hoje em dia, as pessoas aguardam com atenção as datas das campanhas de imunização”, diz Toniolo.
Hoje, o médico indica também a vacina para hepatite, especialmente a B, para idosos e também a de herpes zoster. Esta, no entanto, não está disponível na rede pública. “Um a cada três idosos desenvolvem esse tipo de herpes, mais conhecido como cobreiro, e causado pelo vírus da catapora. Por isso é importante a vacina para esse público”, explica. Uma vez em contato com o vírus, este pode ficar adormecido no organismo por muitos anos e manifestar-se com a queda da imunidade, o que é comum do envelhecimento. “É um vírus que causa muita dor e ela pode permanecer pelo resto da vida, o que é muito limitante em termos de qualidade de vida”.
Além dessas, o geriatra diz que é importante acompanhar as campanhas para quadros emergenciais – como na época de pandemia da gripe H1N1, bem como tomar vacinas que sejam demandadas por conta de viagem ou deslocamento, como a de febre amarela.
Toniolo alerta que não há qualquer motivo, nem doenças sistêmicas, que impeçam o idoso de vacinar-se. “Não há efeito adverso nenhum específico para o idoso, são as mesmas reações que podem surgir em qualquer faixa etária”, explica. Como são vacinas feitas com vírus mortos ou atenuados (como no caso do herpes zoster), causam apenas reação local, dor e possível febre. “Nada disso compromete a indicação”.
Idosos com doenças neurológicas, por conta da pouca mobilidade, são mais suscetíveis a desenvolverem infecções e, devem, sim, ser vacinados. Aqueles com diabetes, hipertensão e problema cardíaco também. “Justamente porque uma gripe forte e pneumonia podem agravar as doenças crônicas”, afirma o geriatra.
Para lembrar a população sobre a importância de se tomar vacinas, no dia 09 de junho se comemora o Dia da Imunização. Para mais informações sobre as vacinas recomendadas para idosos, baixe o calendário da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) aqui.