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Avós, filhos e netos – a importância da convivência

dia_pais_editA boa convivência entre familiares é importante para a saúde de todos. E quem diz isso é a ciência. Pesquisadores na área de genética sugerem que as pessoas que são parte de famílias harmônicas vivem mais e com mais saúde. Isso porque os telômeros, que são uma parte do DNA, vão ficando mais curtos conforme as células se multiplicam – ou seja, conforme as pessoas envelhecem. No entanto, novos estudos têm sido realizados, inclusive no Brasil, para mostrar que a convivência intergeracional desacelera esse desgaste nos telômeros, levando a maior longevidade.
No dia a dia, entretanto, o idoso pode estar sendo isolado pelas suas famílias, ainda que com as melhores das intenções. “Pensando em protegê-lo ou poupá-lo, muitas famílias não levam o idoso à festa dos netos ou não permitem que ele conviva com os bebês e crianças, por exemplo, achando que o barulho pode incomodá-lo”, aponta a terapeuta ocupacional Ana Paula Loureiro, especialista e mestre em gerontologia. “Mas a família, dessa forma, se esquece de analisar o lado positivo da convivência para todos, das lembranças que esses momentos formarão entre as gerações”, explica.
Falar da importância da intergeracionalidade, segundo a especialista, já mostra como, atualmente, o idoso tem sido privado e limitado. “Intergeracionalidade faz parte do conceito de sociedade, porque vivemos o tempo todo entre diferentes gerações, por isso não faz sentido, em teoria, termos de reforçar isso”, afirma.
Essa limitação colocada ao idoso acaba prejudicando a todos, conforme diz Ana Paula. O idoso, em especial, quando deixa de participar das decisões familiares e de ter sua opinião levada em conta, tende ao isolamento. “Isso acontece principalmente quando ele não é o responsável pela renda familiar, sem que os familiares se deem conta disso”, explica.
Por mais que a família tenha boa intenção de poupar ou proteger o idoso, assumir atividades que ele tem capacidade para executar tende a deixá-lo cada vez mais dependente. “Se ele pode ir ao banco, pagar contas, fazer compras, os familiares devem deixá-lo fazer, para que tenha estímulos cognitivos e mantenha-se ativo. Mesmo que ele não possa executar algumas tarefas, é importante que ele seja consultado sobre escolhas, como por exemplo, em questões relacionadas a sua saúde, ao local em que prefere fazer compras e outras coisas do dia a dia”, diz a especialista.
Ainda que haja alguma limitação, sempre é possível integrar o idoso à atividade familiar. “Às vezes falta ao familiar se colocar no lugar do idoso. Mesmo de cadeira de rodas, você não gostaria de ver seu neto se casar? Não gostaria de ir à festa de aniversário do bisneto? Se for preciso, basta fazer ajustes, como por exemplo, levar o idoso à festa infantil por apenas algumas horas. O importante é que ele frequente as atividades familiares”, diz.