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Dia da Saúde Ocular

PrintCom o envelhecimento, o corpo passa por mudanças. Assim como o geriatra tem o conhecimento geral das condições e problemas de saúde mais comuns nos idosos – e um olhar amplo do processo de envelhecimento – outras áreas da medicina precisam adquirir conhecimentos específicos para lidar com seus pacientes acima dos 60 anos de idade.
A oftalmologia é uma dessas especialidades, já que algumas alterações são mais comuns a partir dessa faixa etária. Está, por isso, em franca expansão a oftalmogeriatria, o campo da oftalmologia voltado para cuidar dos idosos. “Isso representa um avanço no tratamento da saúde ocular dos idosos”, afirma a geriatra Maisa Kairalla, presidente da SBGG-SP.
E não se trata só de doenças, como ressalta a médica. “Vale lembrar que o envelhecimento fisiológico, que ocorre normalmente, acarreta alterações visuais que não são caracterizadas como doenças. Por exemplo, mudança para perceber ou ver a profundidade dos degraus de uma escada ou a acomodação visual noturna”, destaca.
Por isso, é importante que o idoso passe, ao menos uma vez ao ano, pelo oftalmologista para prevenir ou detectar precocemente qualquer alteração. A oftalmogeriatra Marcela Cypel, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), explica as alterações mais comuns para essa faixa etária:

  • Catarata: opacidade do cristalino, que é a lente natural que há dentro do olho, causando um embaçamento geral da visão. O único tratamento é a cirurgia, mas tem o momento ideal para ser indicada. “No meu ponto de vista, esse momento é quando a catarata causa uma baixa de visão significativa para o idoso”, diz.
  • Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI): processo degenerativo e evolutivo que acomete a mácula (que é a região mais “nobre” da retina). A DMRI causa uma mancha central na visão ou distorção das imagens (como se elas ficassem tortas).
  • Glaucoma: doença causada por inúmeros fatores, sendo o aumento da pressão intraocular um dos mais importantes. Ela leva à lesão do nervo óptico e perda de fibras nervosas que, por sua vez, resultam na perda de campo visual periférico. Existe tratamento com colírios ou com cirurgia dependendo de cada caso.