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Ligas acadêmicas: investindo no futuro

Comissão organizadora do I Interligas
Comissão organizadora do I Interligas

A população brasileira está envelhecendo e o número de profissionais com especialização em geriatria e gerontologia também cresce, mas está longe de dar conta da demanda. No Conselho Federal de Medicina estão registrados 1.496 geriatras e na Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG), pouco mais de 200 especialistas em gerontologia. O celeiro para novos profissionais está nas universidades – quanto mais conhecimento se tem sobre a área, mais os jovens podem direcionar suas carreiras para o atendimento a idosos.
Nesse aspecto, as ligas acadêmicas ligadas às universidades têm papel extremamente importante na difusão do conhecimento junto aos estudantes, mas também na promoção do encontro desses junto aos profissionais de geriatria e gerontologia. Na SBGG, estão cadastradas 50 ligas nessa área, mas estima-se que o total dessas iniciativas no país seja muito maior.
Uma das ligas mais jovens do país em geriatria e gerontologia é a do Centro Universitário das Faculdades Associadas de Ensino (Unifae), a Liagg, fundada em agosto.  Maisa Kairalla, presidente da SBGG-SP, foi a palestrante na aula inaugural do grupo. A abertura da Liagg é bastante significativa, já que a cidade de São João da Boa Vista, no estado de São Paulo, é considerada o melhor município com até 100 mil habitantes para idosos viverem, segundo o Índice de Desenvolvimento Urbano para Longevidade, da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e do Instituto de Longevidade Mongeral Aegon.
Num sinal claro do crescimento das ligas acadêmicas em geriatria e gerontologia, aconteceu no segundo semestre de 2017 o I Interligas Paulista de Geriatria e Gerontologia, organizado pelas seguintes ligas acadêmicas de faculdades do estado de São Paulo: Universidade São Francisco (USF), Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Universidade de Taubaté (Unitau), Universidade Anhembi Morumbi (UAM), Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), Universidade do Oeste Paulista (Unoeste), Universidade Cidade de São Paulo (Unicid), Faculdade Santa Marcelina (FASM), Centro Universitário São Camilo (Cusc), Universidade Federal de São Paulo (UFSCAR) e Escola de Artes e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (EACH-USP).
“Queremos que além do conteúdo científico abordado, o respeito, a humanização, a busca pelo envelhecimento ativo e saudável contemplado e encorajado no Interligas esteja primordialmente presentes em nossa formação profissional e humana”, diz Bianca Dias Corrêa, presidente discente do I Interligas Paulista, estudante de Medicina da Universidade São Francisco, em Bragança Paulista.
O evento reuniu cerca de 100 participantes. Entre os temas abordados incluíram-se fragilidade, sarcopenia, cuidados paliativos, demências, dor crônica e oncogeriatria. A presidente da SBGG-SP Maisa Kairalla foi a responsável pela cerimônia de abertura do evento.
“Um evento como esse é de extrema relevância, pois é muito importante formar alunos embasados como esses que vi no Interligas. A SBGG-SP participou de forma ativa e carinhosa, pensando no futuro da geriatria e da gerontologia”, disse.