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Luta contra o Reumatismo – Toda dor crônica deve ser investigada

Old man suffering from knee painNo Brasil, 30 de outubro é o Dia Nacional da Luta contra o Reumatismo. Essa é uma condição plural, já que reúne 150 doenças, segundo a Organização Mundial da Saúde. Entre elas a osteoartrose, artrite reumatoide, gota, esclerodermia, osteoporose, lupus eritematoso, febre reumática, entre outras. “A mais comum e umas das 10 doenças mais incapacitantes, segundo a OMS, é a osteoartrose”, diz a geriatra Cristiane Comelato, médica do Ambulatório de Osteoartrose de Joelho do HC-FMUSP e membro da diretoria da SBGG-SP.
Segundo a OMS, mais de 15 milhões de pessoas são acometidas por doenças reumatológicas no mundo. Por isso quanto antes for feito o diagnóstico, melhor o manejo da dor e dos sintomas. Assim, qualquer dor que se torne crônica vale ser investigada – quanto antes o médico for procurado, mais efetivo o tratamento será.
Embora possa acometer pessoas de todas as idades, a maior prevalência da doença com sintomas é entre adultos acima dos 60 anos, sendo 10% dos homens e 20% das mulheres nessa faixa etária. “É um problema que acomete todo o sistema locomotor, desde joelhos, quadril, mãos e coluna, e atinge ossos, articulações, cartilagens, músculos, tendões e ligamentos”, explica a médica. “Por comprometer diversas estruturas, o tratamento é mais difícil”.
Além da dor, que costuma ser o principal sintoma, e variar de leve a grave, outros sinais podem ser fraqueza, falseio, dificuldade de mobilidade e perda de função da articulação, podendo levar até à incapacidade do movimento. Fatores genéticos, ser do sexo feminino, a ocorrência de traumas e idade avançada são causas possíveis.
“No entanto, a causa mais importante e modificável é a obesidade, especialmente para a artrose em joelhos e quadril, que são regiões que sustentam mais o peso do corpo”, diz a geriatra. Entre as outras causas manejáveis também estão estresse, ansiedade, sedentarismo e depressão.
Uma vez feito o diagnóstico correto, a médica diz que há dois tratamentos possíveis: o farmacológico, com remédios via oral ou injetáveis (intramuscular ou nas articulações) e o não farmacológico, que inclui fisioterapia, acupuntura e acompanhamento nutricional. “Para a artrose, uma dieta rica em cálcio e em antioxidantes, e pobre em embutidos é importante”, orienta a geriatra.
Para a ingesta de cálcio, vale leite, inclusive o de soja, queijos e derivados, bem como ovos. “Ingerir o cálcio pela alimentação é bem mais efetivo que pela suplementação. Vale a pena investir nos alimentos”, orienta a especialista. A quantidade diária deve ser entre 1.000 e 1.500 miligramas – e isso é bastante coisa – o equivalente a mais de um litro de leite por dia.
Nos consultórios médicos, a artrose é uma doença comum. No entanto, a geriatra diz que a principal dificuldade para os especialistas que não sejam geriatras, reumatologistas e ortopedistas, pode ser identificar a hora da intervenção cirúrgica. “O profissional precisa saber que, quando o tratamento clínico não apresenta o resultado esperado, certamente a melhor opção é a cirúrgica. E quanto menos tempo esperar, melhor”.