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O envelhecimento em 10 capitais brasileiras

survey-opinion-research-voting-fill-159353A SBGG-SP reportou os dados de um estudo realizado junto a 2 mil pessoas com mais de 55 anos em 10 capitais brasileiras sobre a percepção da população em relação ao envelhecimento. A pesquisa, realizada nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre, Brasília, Goiânia, Salvador, Recife e Belém entrevistou pessoas ativas e mostrou que a maioria delas não sabe da transição demográfica pela qual passa o país e seu maior medo é envelhecer dependente e solitário.
“Também tivemos uma grata surpresa de saber que a maioria dos entrevistados tem uma alimentação saudável, com legumes e frutas ingeridos diariamente, e faz exercícios físicos”, conta a geriatra Maisa Kairalla, presidente da SBGG-SP.
Para ela, o principal de pesquisas como essa é levar à população ao planejamento para o envelhecimento. “Isso é educar o Brasil para envelhecer. Precisamos falar sobre o envelhecimento nas escolas, em todos os lugares, desde cedo, para que as crianças já comecem a pensar no que é envelhecer bem e no que deve ser feito ao longo da vida para isso”, afirma a médica. “Porque o que vemos hoje é que o Brasil não envelheceu bem. Gostaríamos que os 70 anos de hoje fossem os antigos 60, mas ainda estamos longe disso”.
Confira alguns resultados da pesquisa:
– 63% pensam no tema envelhecimento
– 32% dizem se sentir bem com a passagem dos anos, mas 14% se dizem assustados com a ideia de velhice
– 54% não se sentem velhos
– 27% dizem que curtir a família e os netos é a expectativa para o futuro
– 24% visitam o médico regularmente – sendo 37% uma vez por ano e 51% mais de uma vez por ano
– 68% adotam uma alimentação saudável
– 38% fazem atividade física uma a duas vezes por semana, 22% três a quatro vezes e 12% mais de quatro vezes semanais. 36% têm matricula na academia
– 76% leem ou praticam alguma atividade para desafiar seus cérebros
– 64% frequentam eventos sociais semanalmente
– 62% têm alguma doença crônica, 65% fazem uso de medicamentos e 64% se consideram saudáveis
– os principais medos são a solidão, para 29% dos entrevistados, 21% a incapacidade de enxergar ou se locomover e 18% de desenvolver doenças graves