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Pesquisa traz panorama sobre idosos no Brasil

adult-casual-chef-1418355Uma pesquisa recente, que recebeu o nome de Tsunami Prateado, foi realizada com 2.242 brasileiros com mais de 55 anos pela consultoria Hype60+ e pela plataforma de negócios sociais Pipe Social para mostrar o perfil dos idosos no país, seus hábitos comportamentais e de consumo.
Apenas 10% dos entrevistados se identificam com a palavra idoso. Um a cada três brasileiros com mais de 55 anos acredita que ‘maduro’ seja uma melhor nomenclatura para classificar os 60+.
“Nunca achei que chegaria tão bem na idade em que estou” é uma frase que resume o sentimento de 68% dos brasileiros entrevistados. Entre aqueles acima dos 75 anos, essa percepção sobe para 70%.
A geração indica que quer curtir a vida. Entre os entrevistados com mais de 55 anos, 54% concordam que já cumpriram os seus deveres e que, agora, é hora de aproveitar – entre aqueles com mais de 75 anos, o índice é de 61%. Entre as viúvas, o nível de concordância é de 69%. Isso acontece porque a maioria das mulheres dessa geração viveu o matrimônio de forma tradicional e, com a viuvez, experimentam, pela primeira vez, novos papéis, segundo análise feita pela consultoria que aplicou a pesquisa.
Sobre a saúde, os idosos distinguem bem a diferença entre velhice e doença. “Minha saúde mental e física está bem” – 62% dos brasileiros, com mais de 55 anos, se identificam com essa frase. Somente após os 75 anos o corpo dá os primeiros sinais de envelhecimento, na percepção de 65% dos entrevistados com até 64 anos. Na faixa etária entre 65 e 74 anos, 57% acreditam nessa afirmativa entre. Já entre os entrevistados com mais de 75 anos, esse número cai para 47%. O uso de medicamentos contínuos para doenças como diabetes e pressão alta são encarados como cuidados com a saúde e não a falta dela.
O mapeamento revela ainda que perder saúde é uma preocupação e, por isso, os participantes da pesquisa declaram intensificar os cuidados por meio da realização de preventivos, atenção com a alimentação e prática de exercícios físicos. Entre os entrevistados com mais de 55 anos, 83% realizam check-ups preventivos anuais; com o passar da idade, os intervalos tendem a diminuir: 40% dos 75+ realizam a cada três meses. Do total, 65% tomam algum medicamento de uso contínuo – 61% têm pressão alta, 30% colesterol alto, 23% diabetes e 16% problemas na tireoide. No quesito alimentação, 73% se alimentam mais em casa, com comida caseira; 51% evitam o consumo excessivo de gorduras, sal e outros alimentos; 27% se preocupam com a alimentação e buscam informações sobre o tema; e 9% consomem produtos específicos.
A prática de exercícios físicos é entendida como essencial para manter o corpo em bom funcionamento: 62% dos homens e 43,5% das mulheres declaram fazer caminhadas. Esse hábito tende a se sustentar, entre homens e mulheres, ao longo da vida – é adotado por 55% daqueles entre 65 e 74 anos. Apenas 27% afirmaram não fazer nenhuma atividade física.
Entre as mulheres, 26% afirmam fazer ginástica em academias, clubes e centros esportivos; para os que fazem exercícios, 60% acreditam ser importante para a saúde e 32% para estar em movimento.
A alimentação também está incluída nos bons hábitos. Produtos integrais, orgânicos e vegetarianos começam a aparecer entre os entrevistados com idades entre 55 e 64 anos. Cerca de 66% se alimentam mais em casa.
 
Namoro e relacionamentos
Manter um namoro sem compromissos é um dado que surgiu na pesquisa. Entre os entrevistados, 49% declaram estar solteiros por opção; o índice é de 66,5% entre os 75+. Mais: 29% afirmam não ter parceiros fixos; 36% afirmam que não estão em um relacionamento porque está difícil encontrar alguém que seja interessante. Quando o tema é sexo, a maioria se declara ativa. Entre os com mais de 55 anos, 40% afirmam ter relações sexuais pelo menos uma vez por semana – desses, 54% são homens. Entre os com 75+, o índice é de 22%.
Entre as formas encontradas para melhorar as relações sexuais incluem-se remédios para a ereção (15%), cremes e gel para ajudar na lubrificação (31%) e vibradores/brinquedos para estimulação (6%). A proteção não foi muito citada: somente 14% afirmam usar camisinha (9% entre os 75+).
O mapeamento mostra que, entre os entrevistados, 58% são casados, 22% divorciados, 10% viúvos e 10% solteiros; 75% são brancos, 18% pardos ou mulatos e 4% negros; 50% se declaram católicos, 15% evangélicos, 15% espíritas, 12% agnósticos ou ateus, e 6% outras religiões.
Na análise da escolaridade, 19% possuem pós-graduação, mestrado ou doutorado; 33% ensino superior completo; 35% ensino médio completo; e 12% ensino médio incompleto ou menos anos de estudo. A pesquisa contou com 53,5% de homens e 46,5% de mulheres, sendo 54% das capitais, 20% das regiões metropolitanas e 26% do interior dos Estados.