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Será que é hora de parar de dirigir?

Segundo um relatório recém-publicado pela Associação Nacional dos Detrans (AND), existem hoje 60,7 milhões de pessoas têm a Carteira Nacional de Habilitação no Brasil. O Estado de São Paulo tem o maior número de motoristas do Brasil, com 20.067.603 habilitados. Desses, cerca de 13,5% têm mais de 65 anos.
Com o envelhecimento da população, é natural que haja cada vez mais motoristas idosos nas ruas. Mas quando é hora de parar?
Estudos mostram que pessoas com menos de 75 anos têm relativamente baixo envolvimento acidente. Isso muda conforme a idade avança, já que esses motoristas podem desenvolver condições de saúde ou tomar medicamentos que afetam negativamente suas habilidades de condução. Isso pode colocar o próprio idoso e outros motoristas em risco.
Esses motoristas podem não estar cientes dessas mudanças ou não estar dispostos a admiti-las – para si ou para os outros, incluindo membros da família. No caso de pessoas com deficiências cognitivas, como demência, o indivíduo não tem, necessariamente, o discernimento para reconhecer o mau desempenho.
Muitos membros da família ou cuidadores não sabem o que fazer quando acreditam que as habilidades de condução de um ente querido tenham diminuído. Eles não sabem como avaliar as habilidades de condução do idoso ou temem discutir uma potencial necessidade de mudança de hábitos de condução ou, em casos extremos, até mesmo parar de dirigir.
No entanto, especialistas recomendam que motoristas idosos e seus familiares e cuidadores façam uma avaliação realista sobre as habilidades de direção, discutindo-as abertamente. É preciso manter em mente que muitos idosos encaram o ato de dirigir como uma forma de independência. Ao terem suas habilidades de condução questionadas, muitos podem reagir de maneira defensiva, com raiva ou mágoa. Por isso, familiares e cuidadores devem estar preparados com observações, perguntas e alternativas, sempre dispostos a ouvir com uma mente aberta.
Se você responder “sim” a qualquer uma das perguntas abaixo, talvez seja hora de conversar com o motorista idoso em questão:
• Ele se perde em rotas familiares?
• Você observou novos amassados, arranhões ou outros danos no veículo?
• Ele já foi avisado por um policial sobre o mau desempenho de condução ou recebeu uma multa referente a infrações no trânsito?
• Ele esteve perto de se envolver ou se envolveu em algum acidente de trânsito recentemente?
• O médico aconselhou limitar ou parar a condução devido a um problema de saúde?
• Ele fica confuso com todos os sinais, placas, semáforos e todas as outras coisas em que ele precisa se concentrar em quando dirigindo?
• Ele toma qualquer medicação que possa afetar a sua capacidade de dirigir com segurança?
• Ele para de forma inadequada e/ou dirige muito lentamente, impedindo o fluxo de tráfego seguro?
• Ele sofre de doença de Alzheimer, demência, glaucoma, catarata, artrite, doenças, diabetes ou outras doenças de Parkinson que possam afetar as suas capacidades de condução?
Se você respondeu “sim” a qualquer uma das perguntas anteriores em relação a um motorista idoso, é importante ter uma conversa franca, aberta, respeitosa e não-confrontacional sua segurança, bem como a segurança de outros motoristas na rua. Mostre preocupação e compreensão genuínas e ofereça alternativas viáveis que não vai ferir a autoestima e senso de independência do motorista idoso.
Você também pode considerar passear com ele de carro para observar suas habilidades de condução, encorajá-lo a obter uma avaliação da visão e da audição, ou se matricular numa aula de segurança para motoristas idosos. Você também pode discutir as suas preocupações com o médico responsável pelo idoso, e pedir recomendações.
A boa notícia é que, dependendo da gravidade do problema, os motoristas idosos podem ser capazes de ajustar seus hábitos de condução para aumentar sua segurança. Por exemplo, eles podem limitar a condução durante o dia ou evitar estradas e áreas de alto tráfego.
Com Eldercare Locator