(11) 3107-6119
sbgg-sp@sbgg-sp.com.br

HIV na terceira idade: precisamos falar sobre isso

O número de pessoas idosas com HIV está crescendo. Mas, por que isso está acontecendo?

Primeiramente, precisamos falar sobre este assunto: o vírus HIV atinge pessoas em qualquer idade, não só os mais jovens. Ainda há um grande tabu, inclusive da parte dos médicos, em abordar esse tema com os mais velhos, principalmente porque eles são vistos como pessoas que não se relacionam mais sexualmente. Há poucas campanhas de prevenção voltadas aos mais idosos que, por sua vez, acham que não precisam usar preservativo, e isso só contribui para a quantidade de novas infecções.

É de extrema importância que os geriatras e especialistas em gerontologia conversem com as pessoas idosas sobre o assunto e que, além de solicitar exames de check-up que incluam a sorologia para HIV e outras ISTs (Infecções Sexualmente Transmissíveis), também falem sobre praticas sexuais seguras e prevenção combinada.

Nesse sentido, é de extrema importância que as pessoas idosas conversem com seus geriatras sobre o assunto e que, ao solicitar exames de check-up, os médicos incluam a sorologia para HIV e outras ISTs (Infecções Sexualmente Transmissíveis). Essa abordagem é muito importante uma vez que possibilita o diagnóstico precoce e faz com que o tratamento seja mais efetivo.

HIV na terceira idade e a sorofobia

Como já mencionamos, graças aos avanços no tratamento é possível ter uma vida de qualidade sendo soropositivo. Claro, para isso é essencial manter o acompanhamento médico, adotar hábitos saudáveis e realizar exames periódicos, mas hoje em dia o diagnóstico do HIV não deve ser encarado como uma sentença de morte.

Ainda, a sorofobia (preconceito com as pessoas que têm o HIV) está presente em nossa sociedade e até mesmo nas pessoas que possuem o vírus, infelizmente. Nos idosos esse preconceito se torna ainda mais intenso, o que inviabiliza ainda mais essas pessoas, expondo-as à violência. Isso precisa acabar e, juntos, precisamos ser os agentes dessa quebra de paradigma. Sexo seguro também é assunto dos mais velhos, afinal, qualquer pessoa sexualmente ativa está vulnerável a se contaminar. Vamos falar mais sobre isso?

Leia também: Quem vê idade não vê AIDS